
Redação do Jornal do Brasil, final dos anos 70. Entram dois caras que vieram do Sul não para amarrar os cavalos no Obelisco, mas para chefiar a Reportagem Geral – o gaúcho Gilberto Pauletti e o paranaense Telmo Wambier, inventor do melhor trote para os estagiários que chegavam ao jornal da Condessa.
A cara de filósofo alemão é só fachada. Descobre-se em minutos que trata-se de um sacana de marca maior. E suas vítimas prediletas eram os estagiários do sexo masculino. Como quem não quer nada, aproximava-se do recém-chegado e sussurrava-lhe no ouvido:
– Vou te mostrar os peitinhos mais bonitos do Jornal do Brasil.
O foca ficava logo ouriçado. Some-se aos hormônios em fúria, a alegria de ser cúmplice do próprio chefe logo em seu primeiro dia de JB. Mal chegara, já estava assim com o homem, que beleza!
– Quem é, quem é? – perguntava o novato.
– Fica na sua, psssiuuu, tem que ser discreto. Vamos fingir que estamos caminhando e conversando, senão vão perceber. Você não vai se arrepender.
Wambier colocava a mão no ombro da vítima e passeava pelo corredor que separava a Geral do Copy. Entravam novamente na reportagem, passando de um lado para o outro, indo até a janela. Toda a reportagem já sabia do que se tratava e segurava o riso, aguardando o grand finale.
Como sempre demorava muito, o garoto, já íntimo do chefe, perdia a paciência:
– Pô, Wambier! Diz logo onde é!
Todos então se viravam para assistir o melhor da performance. Sorrindo, o canalha abria dois botões da camisa e falava bem alto, para vergonha infinita do foca:
– Aqui, ó! Esses são os peitinhos mais bonitos da redação!
A cara de filósofo alemão é só fachada. Descobre-se em minutos que trata-se de um sacana de marca maior. E suas vítimas prediletas eram os estagiários do sexo masculino. Como quem não quer nada, aproximava-se do recém-chegado e sussurrava-lhe no ouvido:
– Vou te mostrar os peitinhos mais bonitos do Jornal do Brasil.
O foca ficava logo ouriçado. Some-se aos hormônios em fúria, a alegria de ser cúmplice do próprio chefe logo em seu primeiro dia de JB. Mal chegara, já estava assim com o homem, que beleza!
– Quem é, quem é? – perguntava o novato.
– Fica na sua, psssiuuu, tem que ser discreto. Vamos fingir que estamos caminhando e conversando, senão vão perceber. Você não vai se arrepender.
Wambier colocava a mão no ombro da vítima e passeava pelo corredor que separava a Geral do Copy. Entravam novamente na reportagem, passando de um lado para o outro, indo até a janela. Toda a reportagem já sabia do que se tratava e segurava o riso, aguardando o grand finale.
Como sempre demorava muito, o garoto, já íntimo do chefe, perdia a paciência:
– Pô, Wambier! Diz logo onde é!
Todos então se viravam para assistir o melhor da performance. Sorrindo, o canalha abria dois botões da camisa e falava bem alto, para vergonha infinita do foca:
– Aqui, ó! Esses são os peitinhos mais bonitos da redação!



Um comentário:
Mata-me de rir, Zé. Conheço esse trote. Ele passava também no Globo. Eu não caí, mas teve jornalista famoso caindo. Um deles hoje é ... é... deixa isso pra lá.
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