sexta-feira, 9 de julho de 2010
MEU PÉ DE LARANJA + MEU PÉ NA ÁFRICA
sexta-feira, 2 de julho de 2010
PERDEMOS POR UMA CABEÇA
terça-feira, 18 de maio de 2010
PAJELANÇA NO FOGÃO: NO CARDÁPIO, EM BREVE, O MESSI
Em mais uma comemoração pela conquista do título estadual de 2010, jornalistas apaixonados pelo Botafogo de Futebol e Regatas almoçaram no restaurante de General Severiano, o Fogão Gastronômico, cheio de fotos dos grandes craques do Glorioso. Foi um grande dia, não só porque revi tantos e excelentes colegas – Penido, Maurício, Lau, JB, PC, Gehreim, Porto, Diogo, Fábio, Bernardo, Nilson, Molica, Ivan, Sergio, Falcão e o assessor de imprensa do clube, Márcio Tavares, entre tantos. Tá certo, vou contar só um dos temas abordados: além do Maicossuel e do Jobson, outra contratação praticamente certa é a do Messi – se não fizer besteira no Mundial. De onde vai vir a grana? Da megassena que vou ganhar nesta quarta-feira ou, no mais tarde, na extração de sábado. Caso não dê certo, meu plano B é o frila que farei para uma publicação do grupo EBX, mas isso ainda é segredo, inclusive para o Eike Batista.
Na foto acima, alguns dos convidados, em torno do monstro sagrado Luiz Mendes. Na foto abaixo, o papagaio de pirata que vos escreve ao lado do presidente Maurício Assumpção, sujeito homem que hoje tive o prazer de conhecer.

terça-feira, 20 de abril de 2010
O JUIZ APITOU, AGORA COM O TRICOLOR CHICO
O samba "O juiz apitou", de Wilson Batista, na postagem abaixo, era só áudio, na voz do cantor Gasolina, sambista gaúcho que fez sucesso nos anos 50 e 60. Neste vídeo, gravado na Confeitaria Colombo, a pérola é interpretada pelo tricolor Chico Buarque. Olha só a nata de músicos que o acompanha: Carlinhos Sete Cordas, Márcio Hulk Almeida no cavaquinho, Beto Cazes pandeirando, Dirceu Leite na flauta e o maestro Luiz Cláudio Ramos, no violão de seis cordas. A dica foi simultaneamente enviada por minha chapa Regina Zappa (jornalista, botafoguense e biógrafa do gênio Chico) e por meu amigão Salvador Falcão (funcionário do BNDES, rubro-negro e um dos maiores colecionadores de música do país).
segunda-feira, 19 de abril de 2010
BIVICE NUM SÓ DIA. TÁ NA HORA DE VIRAR O DISCO...

O MUNDO ESTÁ ACABANDO E O FOGÃO RIU POR ÚLTIMO
No dia 18 de abril de 2010, um domingo prenhe de significados, o jornalista Nilo Sérgio Gomes estava posto em sossego, meditando sobre a importância da Revolução Cultural deflagrada na China 34 anos antes. Vislumbrava até escrever um artigo a respeito, mas as ideias pareciam embaralhar-se e, em vez de China, ao dar início à sua tese, pensou em outro país, a Somália.No segundo parágrafo, os atos falhos se sucederam. Em vez de “os guardas vermelhos”, escreveu “os leandros guerreiros”. Deng Xiao-ping virou Je Fer-song. Mao Tsé-tung foi lembrado por causa de uma prancheta que o teria acompanhado durante a Grande Marcha.
Soube, enfim, que o texto ia ficar muito ruim mesmo quando tascou a frase: “Tem coisas que só acontecem com o Chu En-lai”. Chu seria, no tresloucado ensaio, um guerrilheiro montonero ou tupamaro.
Então sacou. Outro acontecimento, ainda mais transcendental, estava completando o centenário: a gloriosa conquista de 1910, citada na letra original do Hino Nacional, digo, Hino do Botafogo. Foi aí que o telefone tocou e no outro lado do fio falou Carlos Martins da Rocha, usando como cavalo o professor Luiz Antônio Simas. Já com as cortinas de sua varanda bem amarradas, em uma edificação mourisca do Além, o velho Carlito intimou-o:
“Vá ao portão 8 do Maracanã que ainda tem arquibancadas no setor branco à venda. Essa história de que não vão vender ingressos no dia do jogo é balela. Um cachorro vai indicar o caminho. Siga-o!”.
O bom Nilo não teve dúvidas: desceu Santa Teresa a pé, correndo atrás do espírito do viralata Biriba, e chegou ao Catumbi em poucos minutos. Daí para a estátua do Belini foi outro pulo. E graças a esse esforço de reportagem, também consegui minha entrada para a decisão da Taça Rio, que se tornaria também a final do Campeonato Carioca de 2010.
No Maraca tudo deu certo. Loco Abreu ia cobrar um pênalti cartesiano, mas na hora agá Quarentinha soprou-lhe para chutar na trave, pois assim a bola entraria, sem qualquer chance para o marrento Bruno. Caio, que deu velocidade ao time, só perdeu um golaço por ter seguido à risca o conselho do ser de luz que imaginou ser Garrincha. Não era Mané. O recado foi dado por Zizinho, que também é um ser de luz, só que estava ali para ajudar o adversário. Mané vingou-se depois, cochichando algo no ouvido do Adriano, que suando frio antes de bater o pênalti achou que estava sob a proteção do alagoano Dida.
E foi assim que o Botafogo tornou-se talvez o último campeão e o único tetracampeão carioca neste planeta prestes a ser destruído por demônios enfurecidos que acordaram os vulcões islandeses. Vade retro!
terça-feira, 9 de março de 2010
OS 10 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO DE LALÁ
Lauro Affonso Faria é um amigo querido e antigo. Flamenguista (ai de mim se esse item do currículo não viesse primeiro), brameiro, cabofriense com alma carioca, jornalista, ex-leão de chácara de boate na Patagônia (cobrindo folga para ter acesso às prateleiras depois do expediente), ator da inolvidável película "Bar Natal", de Wilson Paraná (onde desempenhou com brilhantismo o papel de um biriteiro, depois de mais de 40 anos fazendo "laboratório"), resolveu me sacanear por conta de um frila esportivo que fiz recentemente. Escreveu um conto que, mais uma vez, mostra algo que eu, o Petti, o Paraná e o Varela, entre outros, sempre soubemos: o Lauro dá mesmo para escritor. Um dia eu vou à forra, canalha! Em homenagem à peça rara, pela primeira e última vez na história deste blog o DJ toca a única coisa neste mundo que leva Lauro Affonso Faria às lágrimas... putz, tio Carlito, me perdoa! Não existem muitas regras, pressa é artigo descartado, pode-se misturar futebol com música, política com literatura; só religião é assunto tabu. Todos respeitam.
Noel Rosa, quase sempre, é o primeiro a chegar. Os outros vão chegando de mansinho, sem nenhum conceito de hierarquia: Cartola, Ari Barroso, Lamartine Babo, Custódio Mesquita, Pixinguinha, Ciro Monteiro, Jamelão, Adoniran Barbosa, Lupicínio Rodrigues, Ataulfo Alves, Mário Lago, Nelson Cavaquinho, Vassourinha, Braguinha, Herivelto Martins, Tom Jobim, Vinícius (com seu indefectível copo de uísque – o Chefe abriu exceção só para ele) e muitos outros, além da figura elegante de Walter Alfaiate, recém-chegado.
Os garçons, maîtres e barmen se revezam entre escritores, poetas e figuras da imprensa em geral. Eles podem envergar as jaquetas de seus clubes de coração e, assim, vemos Jorge Cury, José Lins do Rego, José Maria Scassa e outros, com a camisa do Flamengo; Sandro Moreyra e João Saldanha vestidos como botafoguenses e Nelson Rodrigues, sempre o último a chegar, ostentando orgulhoso o uniforme do Fluminense (no início, reclamavam do atraso, até que ele soltou uma de suas máximas: “Deus, por ser impontual, criou a Eternidade”).
Pode-se observar que ninguém usa a camisa do Vasco da Gama e a explicação era simples: “Estamos esperando Dom Sebastião aparecer”.
Dia desses, Saldanha chama Lamartine num canto:
- Vou precisar de um grande favor seu.
- Pois não, João, estou às ordens. Você está querendo um novo hino para o Botafogo?
- Nada disso. É o seguinte: Lá embaixo, tem um camaradinha meu, colega e admirador do Partidão...
- Que é isso Saldanha? Aqui não pode falar nesse partido, não!
- Deixa de bobagem, Lalá. Aqui pode tudo, o difícil foi chegar aqui; eu, inclusive, passei pelo Purgatório e aquilo é um verdadeiro Inferno!
- Tá legal. Pode continuar.
- Como ia dizendo, o meu coleguinha – também torcedor do Botafogo – Zé Sérgio Rocha, recebeu a missão para escrever textos radiofônicos que exaltem os grandes feitos dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Infelizmente o seu querido América ficou de fora.
- Eu já sabia. O Mequinha sempre foi considerado time pequeno ou médio. Por isso eu caprichei no Hino. É ou não é o mais bonito?
- Não resta dúvida. Mas a coisa é por aí. Como você compôs todos os hinos dos times e conhece a alma dos seus torcedores, poderia dar uma força ao Zé Sérgio para que ele possa escrever sobre os outros de igual para igual; senão ele vai puxar a sardinha para a brasa do Fogão.
E Saldanha foi explicando que Lamartine desceria à Terra, incorporaria em Zé Sérgio e daria inspiração para que os escritos fossem produzidos por verdadeiros fanáticos das suas agremiações. E, quando Lalá o inquiriu sobre estas práticas, já que João sempre foi um ateu praticante, este explicou que, por conta de Sandro Moreyra (que aprendeu muito na quadra da Verde-e-Rosa sobre umbanda), iniciara um aprendizado, uma espécie de espiritismo dialético.
E acrescentou: “Não se preocupe. Tudo vai ser monitorado pelo Arcanjo Gabriel, que torce por um time da Palestina.”
- Da Palestina? – Indagou Lalá.
- O Chefão, aqui, exerce um verdadeiro centralismo democrático...
E, Lalá desceu. E incorporou em José Sérgio Rocha.
Os três primeiros dias foram inesquecíveis: Zé Sérgio vestindo o Manto Sagrado Rubro-Negro e zoando tudo e todos nos bares e esquinas. “Somos Penta-Tri-Cariocas”. “Este hexa brasileiro foi no peito e na raça!” “A Libertadores está quase no papo.” O bi-Mundial vem aí!”.
E, os escritos sobre as lendárias jogadas e gols de Zico, Leandro, Júnior, Andrade e Cia., fluíram maravilhosamente.
Depois, veio o Vasco. Foram dois dias de tamanco, calça de mescla escura e camiseta branca, além de uma boina com o signo cruzmaltino. E os resumos das vitórias vascaínas, vindas dos pés de Roberto Dinamite e outros, apareciam no papel como num passe de mágica.
A coisa começou a degringolar quando chegou a vez do Fluminense. Antes de começar os textos sobre as glórias do Tricolor, Zé Sérgio passou três dias usando umas sandálias esquisitas, uma bermuda rosa – curtíssima – e, além da camisa do time, usava pó-de-arroz no rosto e espalhava o produto para tudo que era lado.
Lá em cima, João ficou preocupado e tranqüilizou-se quando o Arcanjo lembrou:
- Sem problemas. O Lalá sempre foi espada. É que o mimetismo – nas coisas dos tricolores – é muito forte para o lado feminino.
Mas, por bem ou por mal, as campanhas vitoriosas do Fluminense foram relembradas e bem escritas pelo Zé.
Acontece, porém, que o boato correu. “Zé Sérgio virou Tricolor”!...
Os amigos acorreram: Maneschy, Barroco, Paraná, Varela etc.
Ninguém pôde reverter aquela situação com o amigo - sabidamente viril - jogando pó-de-arroz para o alto.
Foi, então, que chegou o botafoguense Roberto Petti e, com aquela delicadeza peculiar, vociferou na orelha esquerda dele:
“Se esse encosto não subir, eu vou encher o cavalo de porrada!”
Guinchos, sons guturais e Zé Sérgio, como saindo de um transe hipnótico:
- Hein!...Onde estou? Han!... O que foi?
Tudo voltou ao normal. Zé foi para casa, escreveu bonito sobre o seu glorioso Botafogo – supervisionado por Lalá - e entregou a encomenda em tempo hábil.
E, Lamartine Babo, pôde finalmente no décimo dia, descansar em paz, lá no boteco Seara do Senhor, que fica logo depois da entrada do Portal do Paraíso.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O BLOGUEIRO AUGUSTO DINIZ, ENTRE O COPO E A COPA
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
E SE O DODÔ ESTIVESSE CEM POR CENTO?
Frase do Dodô após a humilhante goleada de ontem: “Quero sempre fazer gols, mas tenho de continuar o trabalho já que não estou fisicamente 100%”. Podia ter sido pior. O cara podia estar 100%. Ai que saudades do Botafogo. Aquilo não era um time. Aquela camisa não era a nossa. Meus pêsames aos torcedores daquele time que entrou em campo domingo no Engenhão com aquela camisa estranha. Deve ser alguma equipe de várzea. Não era o Botafogo do Mané Garrincha, do Nilton Santos, do Didi, do Quarentinha, do Zagalo, do Manga, do Jairzinho, do Roberto Miranda, do Paulo César, do Amarildo, do Gerson, do Rogério, do Zequinha, do Afonsinho, do Sebastião Leônidas, do Heleno de Freitas, do Basso, do Nei Conceição, do Carvalho Leite, do Nilo Murtinho Braga, do Nariz, do Túlio Maravilha, do Rodolfo Fischer, do Ferretão, do Carlos Roberto, do Valtencir, do Moreira, do Saldanha, do Oldemário, do Luiz Mendes, do Armando Nogueira, do Paulo Mendes Campos, do Vinicius de Morais, do Zeca Pagodinho, da Elizeth Cardoso, da Beth Carvalho, da Emilinha Borba, do Evandro Lins e Silva, do João Saldanha, do Carlito Rocha, do Walter Alfaiate, do Paraguaio, do Geninho, do Pirilo, do Osvaldo Baliza, do Otávio, do Mendonça, do Alemão, do Carlos Roberto, da Léa Cristina, do Dufrayer, da Chacel, do Tomé, do Pampolini, do Sandro Moreyra, do Simas, do Nilo Sérgio, do Ivan, do Lau, do Marechal, do Molica, do João Batista, do Petti, do Luiz Carlos da Vila, da Vovó Chiquitota, do Sérgio Augusto, do Ivan Lessa etc.domingo, 3 de maio de 2009
E A ARGENTINA, HEIN, EVANDRO?

sexta-feira, 10 de abril de 2009
TUDO VAI MUDAR MESMO, ADRIANO?
Admito minha aversão aos craques badalados, aliás, mais badalados do que craques. Os tais que foram “eleitos” ou se julgam “celebridades” e que não vacilam em trocar o futebol pelo marketing ou pelas cagadas que vivem aprontando na noite. Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Robinho (com quem cheguei a simpatizar) fazem parte dessa lista. Adriano fazia até agora. Por isso, assinei embaixo um texto recente do blog www.blogdomarona.blogspot.com, do jornalista e meu chapa Mário Marona, que por sua vez reproduz um comentário postado em outro blog. Adriano era citado no comentário, com o qual concordo quase integralmente.Adriano, ao que tudo indica, optou por tirar o time do escrete das falsas celebridades. Voltou ao seu chão para recomeçar, fez declarações corajosas (li o melhor conteúdo no suplemento "Ataque" de O Dia, em 10/04), afastou-se daquele time de bobocas deslumbrados e pode ter virado, agora, um homem de verdade. Em sua homenagem, Tim Maia em Tudo vai mudar. Tomara.
A Seleção, entre tranças e travestis
Encontrei no blog do Wianey Carlet o texto abaixo, de autoria de Fernando Martins, sobre o comportamento dos jogadores da seleção brasileira. Nao conheço o autor, mas tenho certeza de que ele expressa sentimentos de muitos torcedores. Os meus, pelo menos...
"Nada é mais deprimente do que a Seleção Brasileira, Wianey. Não pelo futebol, mas pelos seus protagonistas. Desculpa a expressão, mas é uma chinelada. É a cultura da indolência, do antiprofissionalismo e da falsa malandragem. As atitudes dos jogadores na suas vidas pessoais são o retrato mais fiel do espírito de proteção e da puxação de saco infantil protagonizada por dirigentes, torcedores e setores da imprensa. Robinho é um exemplo. Mora em Manchester, uma cidade portuária, que sofreu terrivelmente com o desemprego na Era Tatcher, mas hoje é uma cidade próspera, "cult" entre os "modernos" e "descolados" ingleses. Pois, em vez de aproveitar esse clima cultural da cidade, Robinho vai a uma boate de terceira categoria, freqüentada por gente de quarta categoria num bairro célebre pela prostituição e tráfico de drogas, principalmente originárias do Leste Europeu. Dirigindo um Lamborghini. Na sua última "good time" noturna no Rio, ele e Adriano, aquele que tem problemas com álcool e é amigo de traficantes no Rio de Janeiro, farrearam por 12 horas, numa festa com travestis. Nem vou falar naquele episódio do helicóptero fretado por Robinho, pousando num campo da Granja Comary, levando seu sorridente e atrasado locatário. Ridículo, no mínimo.
O problema? Tentar crescer um pouco intelectualmente virou sinônimo de "máscara". Para eles, apenas amadurecer mentalmente já é "máscara". Ou se é um alienado religioso feito Kaká, metido com aquele casal, dublê de bispos e vigaristas, ou se é um babaca que só quer saber de pandeiro e cavaquinho. Aliás, pelo interesse que esses jogadores, porque são jogadores, não atletas, tem pela música, melhor fariam largando o futebol e montando um grupo de pagode. A dedicação a batucada é total, ao esporte que banca seus Lamborghinis e travestis, nenhuma.
É muita chuteira colorida, brilhante na orelha e trancinha no cabelo. É muita infantilidade, malandragem pré-adolescente. E o pior, o treinador, marcador implacável quando jogador, parece não mandar em nada. Com a imprensa ele vira o Dunga capitão, é feroz, olha nos olhos, vira bicho. E com seus subordinados?
Me lembro de velhos malandros. Que faziam muita festa, mas pelo menos tinham estilo. Renato Portaluppi não fechava sítio no subúrbio para farrear com travestis, frequentava a boate da moda, sempre com belas mulheres, Luma de Oliveira era uma delas. Era só entrar e ver. Paulo César Caju era "habitué" da noite de Monte Carlo, quando jogava no Olympique de Marseille, jantava com Grace Kelly e o Príncipe Rainier. Depois parou de jogar e regrediu, caiu no pó. Hoje, Robinho é acusado de estupro numa boate bagaceira de Manchester. Anos atrás, se comentava que Falcão teria um caso com Ursula Andress. Pelé era visto com atores de cinema no famoso Studio 54, em Nova York, quando jogava no NY Cosmos. Adriano patrocina baile funk para péssimas companhias. David Beckham, que todos adoram colocar em dúvida suas preferências sexuais, nunca foi visto com travestis. É visto sim com Victoria, a Posh Spice, em desfiles de moda e restaurantes elegantes. Seus amigos? Tom Cruise. Sabe-se que Robinho e Ronaldinho são pais e suas esposas são mantidas no ostracismo para não expor a intimidade delas. Claro, isso é o depoimento politicamente correto, mas quem não quer expor com quem teve filhos são eles. Quem não quer passar por constrangimentos, são eles.
Para eles, o negócio é carro, festa decadente e pagode. Ter uma bela mulher, como o Roger, que casou com a Deborah Secco e frequentava teatros, cinemas e bons shows é "máscara". O negócio é manter as péssimas amizades, aquelas que só querem sugar, verdadeiros parasitas, dar escândalos e fazer palhaçadas mundo afora. E umas trancinhas novas no cabelo de vez em quando. Aquele fogo da vitória, o prazer de ter aquela fera dentro de si, querendo explodir pelo prazer de vencer, pelo amor ao que faz, seja onde for, no Brasil, na Inglaterra, na Alemanha ou nas Ilhas Salomão, é papo de motivador, é um pé no saco que atrasa a hora do pagode.
Por isso a Seleção Brasileira, para mim, é feito água: inodora, incolor e insípida. Um pé no saco."
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
NOTÍCIAS RECENTES (!!!) DO NARIZ
O Diocesano era rígido com a disciplina. Quem aprontasse durante a semana, teria que passar o sábado e o domingo de castigo – os piores, eu incluído, tínhamos que ficar horas durante a noite cumprindo pena numa das 200 e tantas árvores de uma alameda interna, numa escuridão total. Certa vez, fui punido e tive que marcar ponto na árvore 143. Difícil era não perder a conta.
Quando ficávamos reclusos nos fins de semana, o remédio, durante o dia, era jogar bola, enquanto os outros canalhas passeavam, iam ao Zebuliche, bebiam Coca-Cola na Padaria Zebu, assistiam os filmes em cartaz no Cine Zebu, etc. Enfim, uma temporada inesquecível (!!!).
Uma das lembranças mais agradáveis – para se ter uma pálida idéia da noção de agradável num colégio interno – foi o dia em que um dos nossos colegas rompeu um ligamento, jogando bola. Não podíamos sair do colégio por nada. Um dos irmãos maristas que zelavam pelo nosso confinamento tinha ordens para impedir, no peito e na raça, qualquer tentativa de fuga. E o cara era um grosso! Acho que este era brasileiro e se chamava Brás. Irmão Brás, sei lá.No entanto, tínhamos uma emergência e era preciso levar o Bolacha ou Papagaio – não lembro do apelido da figura, e muito menos do nome cristão – até o hospital de Uberaba. O grosso da portaria concordou em levar alguns de nós para o caso de o médico perguntar algum detalhe sobre o acidente futebolístico.
Meu colega foi atendido por um ortopedista. Enquanto isso acontecia, apareceu outro médico, mais velho, que devia ter cargo na direção do hospital, para dar uns palpites. Deste não esqueci o nome – era o doutor Álvaro Lopes Cançado, assim mesmo, com cedilha. Quando tudo estava mais ou menos resolvido, o doutor Cançado puxou conversa sobre o jogo e tivemos que nos segurar para não cair na risada quando disse que tinha jogado na seleção brasileira.
Perguntou o time da gente – quase todos eram torcedores do Atlético Mineiro e eu, o único do Rio, botafoguense. Ele riu e disse que tinha jogado nesses dois times. Mais motivos para uma furtiva zombaria de adolescentes. Disse também que seu apelido no futebol era Nariz. E nunca tínhamos ouvido falar de nenhum craque com esse nome.
No dia seguinte, um dos maristas bons de papo – havia muitos, quase todos italianos ou franceses – confirmou a história.
Lembrando dessa história, acessei o Google em busca do homem e foi então que tive duas surpresas, uma boa e outra ruim. A boa é que foi Nariz quem criou o primeiro departamento médico de um clube no país, justamente no Botafogo, cujas cor e ausência de cor defendeu, já no profissionalismo, sob um contrato simbólico pelo qual o Glorioso pagava ao doutor um cruzeiro por ano. A má notícia: Nariz suicidou-se em 19 de setembro de 1984 na velha Uberaba, o antigo Sertão da Farinha Podre.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
SIMAS GANHOU DE FATO E DE DIREITO
Botafogo?”). Perdeu por isso. Felipe Quintans jogou sujo ao reproduzir a primeira estrofe da Marselhesa alvinegra e teve o voto anulado, por tentar comprar o júri. Antônio Fernando Borges, este sim, foi na mosca, não só por citar o Botafogo, como por lembrar o Eletro Club, primeiro nome cogitado para o time dos pivetes do Largo dos Leões (embora jamais usado em competições oficiais, só nas primeiras peladas). Diego Moreira foi seguro (“Botafogo, do manequinho”). E Luís Antônio Simas foi ainda mais preciso, ao citar o Botafogo Football Club, nome do clube efetivamente fundado em 1904 (que só se tornaria Botafogo de Futebol e Regatas em 1942, quando da fusão com o Club de Regatas Botafogo, fundado em 1894). Chto dielat? Um sorteio, óbvio. Para que não pairassem dúvidas sobre o processo, recorremos à instituição reconhecida há mais de um século pela lisura ao lidar com prognósticos. E o nome que saiu do saco foi o de Simas, que recebeu o brinde de Rodrigo Ferrari. Mais uma vez, vale o que está escrito.quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
ESTÁ CHEGANDO A HORA DO SORTEIO
OU ESTE?

A pergunta é facílima “Qual é o ÚNICO clube de futebol do mundo que foi fundado por crianças e adolescentes, existe até hoje, é conhecido neste e em outros planetas e que cedeu o MAIOR número de jogadores para seleções brasileiras que disputaram Copas do Mundo, em TODOS OS TEMPOS?”.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
QUANDO A BOLA ERA REDONDA

Pois é, ele lançou há algumas semanas mais uma obra fundamental sobre o passado do futebol brasileiro, “Quando a bola era redonda”, caprichosamente editada pela Folha Seca, a livraria e editora do Rodrigo Ferrari e da Daniela Duarte. O livro já está na cabeceira de todos os verdadeiros especialistas no balípodo e até na estante de um monte de zé-manés, como o blogueiro que vos fala.
Eu gostei tanto que já o reli para saborear os textos primorosos sobre Flávio Costa, Gentil Cardoso, Zagallo, Garrincha, Zizinho, Fleitas Solich e outros craques e técnicos que fizeram história no futebol brasileiro. Como todo bom livro, este tem e comprova uma tese: a de que goleiro bom é goleiro canhoto.
Vejam a lista: Oberdan, Barbosa, Gilmar, Castilho, Raul, Júlio Cesar... só pra falar dos brasileiros. Ele acrescenta um montão de nomes que defenderam as seleções de seus países, entre eles o alemão Schumacher. Como ele não colocou o russo Yachin na relação, já sei que pelo menos um goleiro destro, o Aranha Negra, como boa exceção (e põe boa nisso!), quebrou a regra.
Depois de tanta firula, vão me perguntar por que razão o Ivan Soter está de sacanagem com a gente? Respondo de bate-pronto: porque já está nos devendo, para MUITO em breve (rala aí, Ivan! te vira, Digão! dá um jeito, Dani!), a continuação natural do maravilhoso “Quando a bola era redonda” (II, a Missão), para deitar e rolar sobre outros gênios, talentos e figuraças das quatro linhas e da boca do túnel como Fausto, Heleno, Quarentinha, Perácio, Coutinho, Jair Ventura (Jairzinho), Jair da Rosa Pinto (Jajá), Zico, Danilo, Dirceu Lopes, Jaguaré, Carvalho Leite, Tim e por aí vai...
Pode ser, Ivan?
Enquanto isso não acontece, este blog, devidamente autorizado pelo Rodrigo Ferrari e pela Daniela Duarte, vai sortear um exemplar de “Quando a bola era redonda” entre seus leitores, cuja quantidade ainda não sei porque não foi instalado o contador. Aliás, já foi, mas cometi um erro e tirei. Amanhã, terça-feira, 9 de dezembro, já vou contar quem entra aqui. Foi o que minha Dinda de Blog prometeu.
Para ganhar o livro, basta responder uma pergunta facílima:
“Qual é o ÚNICO clube de futebol do mundo que foi fundado por crianças e adolescentes, existe até hoje, é conhecido neste e em outros planetas e que cedeu o MAIOR número de jogadores para seleções brasileiras que disputaram Copas do Mundo, em TODOS OS TEMPOS?”.


