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quarta-feira, 9 de junho de 2010

EM BUSCA DA PROSA PERDIDA: É BOM E BARATO!

Pensando no que foi escrito logo abaixo, uma ótima dica para o pessoal que insiste em tropeçar no idioma, inclusive os babacas anônimos que perdem seu tempo mandando o editor, redator, gerente de futebol e presidente de ala desse blog “tomar no cú” (com acento agudo!): o QUEM É VIVO SEMPRE APARECE recomenda o curso on line Em Busca da Prosa Perdida, ministrado pelo escritor e professor Antônio Fernando Borges.
Meu chapa Antônio Fernando é um cara brilhante que fez muito bem em largar a vida de jornalista, autor de “Brás, Quincas & Cia.” (Companhia das Letras), “Memorial de Buenos Aires” (Companhia das Letras) e do premiado “Que Fim Levou Brodie?” (Record, Prêmio Nestlé de Literatura 1997), além de centenas de outros textos publicados no Brasil e em outros países.
E o curso é maneiríssimo: você assiste as aulas dele ao vivo, pela internet, todas as quartas-feiras, às 19h30m, e interage com o mestre. O interessado também pode fazer o download das aulas e assistir quando e onde quiser. O preço do módulo de 12 aulas é pra lá de módico: 100 pratas. Entre no site http://www.artedaescrita.com/ e pare de enfiar a porrada na última flor do Lácio!
Não é preciso ser um asno como os palhaços que tratam a língua portuguesa do mesmo jeito que Israel está fazendo com o povo da Faixa de Gaza. Até você que se comunica razoavelmente bem na sexta língua mais falada do mundo vai ganhar inscrevendo-se no curso Em Busca da Prosa Perdida.
Já para você que quer aprender inglês, espanhol, francês, mandarim e árabe, recomendo outra instituição, que meu chapa Fernando Szegeri batizou de Instituto Joel Santana de Idiomas. Mas isso é só uma piada com o querido treinador (espero que eterno) do meu time. O curso sério é o do Antônio Fernando Borges.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O QUE TEM ASSENTO MAS NÃO TEM ACENTO

Quem acompanha este blog sabe que o QUEM É VIVO SEMPRE APARECE é aberto a comentários, inclusive anônimos, desde que o autor da mensagem não perca a mão, não exagere na dose.
Criado por uma pacata senhora que veio do Minho e chegou ao Rio de Janeiro, mais precisamente ao bairro da Abolição, ali perto da subida do Morro do Urubu, devidamente municiada com um estoque de palavrões maravilhosos, não me incomodo com o linguajar chulo. Aprendi quando criança e tudo o que a gente aprende cedo, em geral gosta.
Os palavrões, em geral, são lindos. Sou fã deles e domino razoavelmente o idioma. Guardo comigo até uma edição do dicionário do Mário Souto Maior, que teria o dobro de tamanho se o Souto tivesse conhecido minha vó.
Palavrões, em geral, são bem recebidos aqui, quando bem aplicados e destituídos de intenção ofensiva. No entanto, se tem uma coisa que detesto é gente que me manda “tomar no cú” com acento agudo. Bocas sujas, aprendam: cu não tem acento, tem assento, porra! Além de terminar em u, é oxítona! Seja desbocado, mas não seja burro, caceta!
Digo isso para explicar que hoje, excepcionalmente, tendo em vista que passarei o dia longe de computadores, vou deixar a área de comentários sujeita a moderação. Ou seja, quem quiser escrever aqui pro blog, por qualquer motivo, inclusive para me xingar, não verá o comentário publicado imediatamente.
E faço isso porque, logo cedo, dei de cara com dois comentários desse teor. Me mandaram para lugares absurdos e até sugeriram, numa dessas mensagens, que o blogueiro fornicasse com um homem-bomba.
Tá me estranhando, meu chapa? Tá me estranhando, minha senhora? Mulher-bomba ainda vá lá, desde que o segundo termo da palavra composta não se refira aos atributos de beleza da dita cuja.
Falando em burrice, os autores dos dois comentários assim se manifestaram porque não entenderam (ou não quiseram entender) que este blog é a favor do Estado de Israel, e justamente por isso é contra seus atuais dignitários, radicais de direita, asnos de antolhos que fazem o jogo dos antissemitas (e não dos anti-semitas, como disse o autor de outra mensagem anônima, ainda por fora da mudança ortográfica) que querem o fim desse país que nasceu do idealismo de Ben Gurion e hoje em dia é ameaçado pelas besteiras do Netanyahu.
Era o que eu tinha a dizer. Bom dia para todos, menos para vocês que adoram botar acento agudo em cu!
No vídeo, o inimitável Jorge Veiga canta “Orora analfabeta”, de Gordurinha e Nascimento Gomes.

terça-feira, 24 de março de 2009

TODO MUNDO TEM UM PÉ NA ÁFRICA

Basta uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo, para ficar ci-en-tê (como diria o falecido pandeirista Argemiro, da Velha Guarda da Portela) de algo muito importante: o Aiatolá, o Papa, o Hitler, o Rei da Cocada Branca (o da Preta nem se fala), os índios que comeram o bispo Sardinha, os vikings, o Diogo Mainardi, o chefe da Ku Klux Klan, eu, você e a baranga que mora na cobertura, todos viemos do mesmo lugar. No meu caso, não preciso ir tão longe, pois minha bisavó França viveu até um dia desses, meados dos anos 30. Mas tem gente que perde o sono quando é informada que a África é a mãe de todos. Ainda bem que é a África. Já imaginaram se o nosso primeiro habitat fosse Miami, Brasília, a Barra da Tijuca, lugares assim?