A linha editorial de tablóide sensacionalista é o que mais me desagrada no G1, mas às vezes me divirto com as notícias do portal. Nestas terça e quarta-feiras (se bem que estou postando no início da madrugada de quinta), tive dois bons motivos para rir muito. Primeiro porque, como não assisto ao Big Brother Brazil, acabo lendo sobre essa porcaria no meu portal predileto. Ô sorte! Na terça-feira, lá pelas tantas, o G1 prometia que estava perto de chegar o grande momento do... discurso do Pedro Bial. Fiquei ligado até a chegada da hora da verdade. Então, cliquei na imagem e ouvi Bial conversar com os dois sobreviventes da nona edição daquela bosta, que se abraçavam trocando juras de amor (“Se eu ganhar, divido contigo, meu amor!”, “Tá fechado, benhê!”).Eis que o carismático apresentador mandou a frase do ano:
- A MANEIRA DE FAZER O BEM QUE ESTÁ MAIS AO ALCANCE DA GENTE É FAZER O BEM A QUEM A GENTE TEM QUE FAZER! COMO CONSEQUÊNCIA, ESTARÁ SENDO FEITO O BEM!
O blá-blá-blá terminou rapidinho com o anúncio do vencedor, mas o discurso vai marcar para sempre minha vida. Pensei no Conselheiro Acácio, personagem de Eça de Queiroz, e na dupla Dupont e Dupond, os policiais trapalhões da história em quadrinhos do Tintim. O Conselheiro, por sua mediocridade pomposa. No caso da dupla, porque a primeira sentença (“A maneira de fazer o bem que está mais ao alcance da gente é fazer o bem a quem a gente tem a fazer”) parece obra do Dupont e a segunda (“Como consequência, estará sendo feito o bem”) é Dupond puro. Que discurso! Que discurso!
Segundo motivo: na quarta, a mudança no comando do Banco do Brasil provocou várias postagens. Uma delas trazia o minicurrículo do novo presidente do BB, Aldemir Bendine, funcionário de carreira, conhecido como Dida, natural de Paraguaçu Paulista, formado em Administração de Empresas etc. Até aí, tudo bem. O último parágrafo é que foi hilariante. Depois de dizer que Aldemir é palmeirense (nada de mais, quase todo mundo torce por algum time), a matéria fechou dizendo que “quando jovem, gostava de ouvir a banda de rock Queen. Ainda criança, gostava do arroz de forno que sua mãe fazia e odiava, segundo relatos de parentes, couve-flor e dobradinha”.
Peraí. O que interessa aos clientes do Banco do Brasil se o Aldemir era fã do Freddie Mercury? Que importância tem para os acionistas do BB se o novo presidente gostava do arroz de forno feito pela mãe? Quem não gosta de um arroz de forno preparado em casa, com todo carinho? E o ódio, “segundo relatos de parentes” (Prêmio Esso!), que ele tem de couve-flor e dobradinha? Tirando o cozinheiro da presidência do BB (se é que existe), a quem mais interessa essa “informação”?
Ainda que simpatizando de cara com quem detesta essas duas porcarias, pergunto ao leitor o que é que o Freddie Mercury, o arroz de forno, a couve-flor e a dobradinha têm a ver com o spread?
Só pode ser alguma sinalização aos investidores!
Acompanhe ouvindo Bolinha de papel, com os fantásticos Anjos do Inferno para homenagear o último casal do BBB.



3 comentários:
É isso. Bial é o Acácio da telinha!
Acho que tem uma conotação sexual. Pois o cabra quando é macho adora comer bucho , detesta o Freddie Mercury e jamais fica comentando sobre a comidinha “di mamãe”.
Deve ser por isso.
Xiii, quer dizer que agora o BB vai dar tudo de si?
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