Na virada dos anos 40/50, José em nada lembrava mais o jovem pistoleiro de Maceió. Tinha duas imobiliárias, carro americano do ano, uma bela casa e dois filhos. O romance com Beatriz, com quem se casara, agora tinha como cenário a São Paulo que crescia desordenadamente. Ele, galante. Ela, encantada. As fotos posadas, compradas de lambe-lambes, contam os últimos momentos felizes do casal na cidade louca que logo completaria seu quarto centenário, no mesmo ano da separação. Ponto final.
Aqui não se dança conforme a música. A música é que toca conforme o texto. A ideologia é de esquerda pra quem vem da direita, e vice-versa, se não for contramão. Missão, meio jornalística: metade da vida em redações de jornais. Aqui se persegue a imparcialidade antes que dobre a esquina. Os valores são reais, até a moeda mudar de nome. O Manuel da Redação (revisor, mora em Niterói) se orienta pelo novo Acordo Hortográfico, digo Ortográfico, que está enchendo de grana a Academia. Time, o Glorioso Botafogo. Escola, Portela, a Majestade do Samba. Constituição, a de Capistrano de Abreu (1853-1927) com uns cacos: Art. 1º: Todo brasileiro deve ter vergonha na cara, e isso vale para os que se submeteram a cirurgias plásticas, pintam o cabelo, passam o tablete de Santo Antônio no bigode ou botam as barbas de molho; Art. 2º: Revogam-se as disposições em contrário.
Este blog é um baú de impressões e opiniões; meu arquivo pessoal e intransferível, porém aberto a contribuições, na medida do possível, desde que em forma de textos e imagens, vindos de gente idônea e sem links de patrocínio.
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