O Rio de Janeiro não deve vir antes do Brasil. E nem o Brasil pode vir antes do Rio. Só concordo, em parte, com uma frase dita pelo autor dessa emenda que prejudica os cariocas e fluminenses. Justamente com sua frase mais infeliz em meio ao arranca-rabo: não existem estados produtores, mas estados que têm vista para o mar. Ibsen Duguay-Trouin Pinheiro tem certa razão nisso, repetindo, tem razão em parte.O Estado que produz petróleo é o Estado brasileiro. No entanto, os estados cujos litorais têm petróleo precisam, sim, de algo mais para ter condições de segurar a peteca social, a peteca ambiental e demais consequências deste verdadeiro esforço de guerra que é a produção de petróleo de gente grande – o que vai ocorrer com a viabilização do pré-sal.
Como sempre acontece, a utilização política desse tesouro que é de todos põe sempre tudo a perder. Da mesma forma como me enojam esses prefeitos fluminenses que usam os royalties para embelezarem suas pracinhas e calçadões, o asco é maior ainda em relação aos milhares de prefeitos e governadores do resto do país que querem fazer a mesmíssima coisa quando participarem do butim. Aguenta porque a gastança vai ser infinitamente maior. Basta multiplicar por 5.500 e mais alguma coisa - o total dos municípios brasileiros.
Não vou a passeata organizada pelo governo, e não é só porque o governo organiza e nem porque está chovendo a pampa. Não vou porque essa gente toda que organiza, e os garotinhos municipais que estão nessa também, teriam apoiado integralmente a emenda do pirata Ibsen se fossem gaúchos, nordestinos, mineiros ou amapaenses.
O Rio de Janeiro deve reagir a esse butim que, posso estar enganado, tem toda a pinta de golpe sujo para liquidar com a fórmula da partilha (que é melhor para o país) e manter o atual modelo de concessão. Concessão - eu me lembro muito bem - só na voz do Cauby. É assim que vai acabar esse filme. Basta ler o que anda dizendo nas entrelinhas o Dornelles, escolhido para liderar “nosso time” na próxima rodada.
Serra se omite, como bem lembra o minieditorial publicado na página 21 do caderno de Economia do Globo de hoje, 17/3. Lula e Dilma devem ficar atentos e não somarem com a canalha ressentida que odeia o Rio.
São Sebastião que se cuide: vêm mais flechadas e bolas nas costas por aí!
São Sebastião que se cuide: vêm mais flechadas e bolas nas costas por aí!



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