
- A Fifa – quem diria? - tomou boa decisão. E a CBF já foi avisada: o marketing religioso está proibido nos jogos de futebol. Eu confesso que nem estou torcendo mais por esses caras que, terminado o jogo, surgem com camisas - em inglês, ainda por cima - exaltando Jísus Cráist. São evangélicos, mas podiam ser católicos, macumbeiros, budistas, muçulmanos ou adoradores de belzebu. Não sou religioso, mas esse Jísus Cráist que esses escravos do bispo Macedo, da bispa Sônia e demais picaretas idolatram não tem nada a ver com Jesus Cristo. Cráist é um genérico. Está para Cristo como meu chapa Felipinho Quintans está para o Almir Pernambuquinho.
- Falando em futebol, uma tarde dessas fui ao meu Sindicato participar de uma bela homenagem: a inauguração do Auditório João Saldanha. O evento foi anunciado por uma corrente de jornalistas que torcem pelo Botafogo e estão querendo ajudar o clube a se reerguer, pois do jeito que está, sempre com a faca no pescoço, com jogadores que só esperam uma janela para tentar uma vaguinha em clube europeu ou árabe, em breve o Botafogo periga virar um novo América. Com exceção do Jorge Henrique, que está batendo um bolão no Corinthians, todos os atletas que saem do Botafogo para ganhar mais em outro clube ficam invisíveis.
- O show do Roberto Carlos começa logo mais, com o Maracanã de portões abertos. Faço minhas as palavras de outro chapa e igualmente Felipe, o jornalista e boêmio Felipe Maciel, que pediu a Deus – papo direto, sem esses intermediários picaretas – para morrer antes do parceiro mais esperto do grande Erasmo Carlos e da cega Isolda. A gente não sobreviveria à reprise, durante o funeral que ia durar pelo menos uma semana, de todos os especiais de fim de ano do Rei.



11 comentários:
Sábia decisão a da FIFA. Não aguentava mais esse troço de camisa evangélica. E para piorar a situação ainda tínhamos que escutar o Galvão NoBueno falando na tv o que está escrito nas camisetas, traduzindo para o povão. Um saco, um porre. Tem que ser a camisa amarela e mais nada. Gostei mesmo de saber disso.
Já veio tarde essa decisão da FIFA.
Cuidado com o Felipinho ao citar o América, hein? Ainda mais em comparações depreciativas.
Abraço
rapaz, pensei exatamente nisso quando morreu o Michael Jackson. Quero estar exilada num mosteiro do Butão quando o Bob Charles morrer!
Felipinho, o Romário só não tá devendo ao América!
Bemoreira, quem é mais marrento em campo? Felipinho ou Almir?
Chris, não precisa ir ao Butão. Pega Paulo, seu Natal e Candeinha e se manda pra Visconde de Mauá. Fica um mês lá, sem tv, que deve ser tempo suficiente para passar a onda. A merda é que pode ter reprises à tarde.
Acho muito curioso esse negócio de todo mundo esculhambar as pessoas que honram a Deus com suas vidas.
O fato curioso é que quando acontece alguma tragedia ou situações dificeis na vida dessas pessoas que zombam da fé alheia, aprimeira providência é pedir ajuda a Deus.
Mas isso me parece mais o desejo de ser aceito por sua tribo... auto afirmação.
Por favor, respeitem o direito de ir e vir das pessoas... não acreditam em Deus, beleza... mas não zombem da fé das pessoas.
A propósito, não li onde estava escrito bispo Macedo nem o nome de outros bispos e bispas na camisa do jogador, pq citá-los? Desrespeito e preconceito puramente, não é?
É só um registro de uma pessoa que acredita em Deus Pai, Deus Filho (Jesus) e no Espírito Santo (Espírito Santo de Deus em nós), ou seja, A SANTÍSSIMA TRINDADE!
ATENÇÃO! nÃO estou defendendo Deus, afinal, Deus com todo o seu poder precisa de defensores? quem sou eu...imagina...
Que Deus abençoe a todos e tragam para vocês tudo o que necessitam.
Grande Abraço pessoal!
Caro ou cara Aide, este blog é contra o bispo Macedo, a bispa Sônia, o papa Bento 16, e o 17 também, se tiver um dia, contra os aiatolás e contra todos os que se aproveitam da fé e da ingenuidade alheias, seja para ficar com o dinheiro dos fiéis, seja para mandá-los pra guerra. Sugiro criar seu próprio blog e defender suas idéias.
Quanto a tribos, só temos duas aqui no blog: a PORTELA e o GLORIOSO BOTAFOGO. Vade retro!
Carissimo José Sergio,
Em primeiro lugar, obrigada pelo respeitoso comentário... respeito sua opinião, claro que sim, pq nao respeitar?
Concordo pq pelo seu ponto de vista, não devemos nos aproveitar das pessoas...concordo sim!
Mas vamos aos fatos... quem obriga os fieis a frequentar essa ou aquela igreja, templo, terreiro..etc??? quem obriga ???? as pessoas vão pq querem...fazem suas ofertas pq querem...e agora?
Sabe de uma coisa, eu faço parte de um grupo de pessoas que prestam solidariedade as pessoas carentes em hospital, creches, asilos, manicomios, cadeias... todos os meus domingos são para ajudar o próximo...sabia que isso custa dinheiro? como comprar cestas basicas, frauda geriatrica, leite, remedio, curativos...e as feridas da alma que muitas vezes nao tem remedio...só Deus! Certa vez, diante de tantas bençãos na minha vida, pensei em retribuir a Deus ajudando o meu proximo. Tentei me inscrever em varios hospitais, asilos e etc... nao consegui pela burocracia! Foi quando me convidaram a fazer parte através de uma dessas Igrejas que eu tanto odiava...qual nao foi minha surpresa??? Consegui entrar sem o menor problema num dos maiores grupos de ajuda do País. Quer comprovar, vá ao morro da providencia domingo às 6h da manha e vc nos encontrará lá com vários onibus e vans que são pagos com nossas contribuições. Grana dos nossos salarios e pro-labores. Vc vera medicos, pedreiros, pintores, juizes, advogados... PESSOAS!!!
Esse é só o começo do domingo pq são varios os lugares que passamos durante o dia.. hospitais, presidios, asilos e creches...fora o grupo q trabalha com moradores de rua... eu nao participo so doomingos...3 vezes por semana...mesmo depois de um dia cansativo de trabalho...muitas vezes dia de turbulencia total... ja pensou subir no mais alto pico de uma comunidade perigosa...uma terca feira da vida...complexo do alemao...so pra dizer a uma pessoa que ela é importante pra nos e pra Deus...só pra isso! e qdo dá levar uma ajuda. Não to faendo nenhum tipo de apologia... mas a realidade é muito dura pra maioria das pessoas do nosso País. E só atirar pedra PELO QUE OS OUTROS FALAM, MAS NAO SABEM...ISSO É QUE NAO ACHO LEGAL.
E quer saber qual o grupo que faço parte? Do grupo de Evangelismo da Igreja Universal do Reino de Deus!
Quanto as tribos...as agremiaç~oes tb nao dao fantasia de graça nem deixam de ganhar muita grana do povo nao so durante, mas principalmente no carnaval...e normalmente que dirige essas escolas??? isso nao é injusto? entao faça a alegria do povo sem cobrar nada...
os Clubes: dao ingressos de graça? ajudam as pessoas de graça?
Enfim...
ë so pra esclarecer que as coisas nao sao como parecem nem o que dizem... na maioria das vezes.
Ah eu tenho blog sim e pode fazer comentários, pq afinal, blog é pra isso... trocar ideias ...qase um forum de debates...isso é inteligente...caso contrário...precisariamos de senha ou de autorização.
Um grande abraço José!
Obrigada pelas críticas...valeu!
Tive a oportunidade de mostrar que nem tudo é o que parece...
Aide, sua argumentação não fecha. Quando você diz que as pessoas não são obrigadas a frequentar templos, etc., realmente não são. Vão porque estão desesperadas, carentes, frágeis, no ponto certo para serem engrupidas, prontas para aceitar toda sorte de mistificação e para entregar o pouco dinheiro que algumas têm no bolso ou na conta bancária a esses “iluminados”, picaretas formados por cursinhos de teologia que são de fazer inveja às escolas e MBAs de marketing. Alguém que conheço tinha uma empregada, solteirona há anos, que resolveu se casar depois dos quarenta com um fiel de determinada seita (eu diria qual é, se me lembrasse), e teve que largar o emprego. O ex-patrão ficou feliz da vida e deu de presente ao casal um terreno com casa construída em Niterói ou São Gonçalo. Dois ou três anos depois, ela reapareceu, já separada do marido, porque a ficha acabou caindo.
Conheço, pessoalmente, de vista ou de ouvir falar, muita gente séria que se dedica a trabalhos de recuperação de viciados, que dão sopa a mendigo, que entram em áreas de risco. Kardecistas, católicos, umbandistas, evangélicos e, saiba também você, ateus inclusive. O que comprova, para mim, que o trabalho e a dedicação (e nisso incluo você, pelo que me contou) são frutos de uma formação pessoal, do humanismo de cada um, o que não impede que os dirigentes de todos ou de quase todos esses templos formem uma cambada imunda de aproveitadores da fé. Distingo muito bem entre religião e fé, caríssima leitora. Fé eu respeito, de religião quero é distância. E já que você comparou com o carnaval, digo a você que o carnaval é anárquico, não tem dono. A maioria das escolas de samba tem sim, mas o carnaval não.
No mais, esteja à vontade para frequentar meu blog, mas confesso (sem religiosidade) que não pretendo entrar no seu porque minha praia é outra, minha enfermaria é diferente. De tudo o que você falou, algo, no entanto, realmente achei bacana, que foi a referência a terreiros, cujos frequentadores são ofendidos e até covardemente perseguidos pelas seitas, inclusive pela Universal. Mais uma prova de que o que importa é a formação pessoal, a fé de cada um, não o bestiário destilado pelos falsos apóstolos do grande negócio da mistificação, pela cambada de espertalhões que têm tanto comando dos respectivos e dóceis rebanhos que não estão aí nem para o senso de ridículo: com a cara mais lavada do mundo, dão números e agências bancárias para pedir grana, grana e mais grana, e com isso construir suas mansões e, em pleno século XXI, espalhar crendices e fazer um proselitismo tão espúrio quanto o dos sacerdotes católicos do século XVI que chegavam junto com as tropas de Portugal ou da Espanha para submeter, escravizar, domesticar os nativos da América e da África, e quem não aceitasse tomava era pau no lombo.
Nada disso que falo acima tem a ver com a seriedade do seu e de muitos outros trabalhos em favor de quem mais precisa, e que merecem parabéns, sim, pelo esforço pessoal de quem o faz sem estar preocupado em comprar ingresso para entrar no céu ou abrir qualquer porta de outra dimensão espiritual. No caso dos ateus, por isso mesmo, acho muito mais honesta essa entrega ao trabalho comunitário e à solidariedade.
Zé Sergio, querido: bem sabe você que sou um homem de fé, que creio em Deus e a professo, com todas as dificuldades que eu tenho (bem sabes, bem sabes), dentro do ambiente religioso que me diz à alma. Mas tome nota de uma coisa: quem faz a caridade e sai por aí trombetando isso, meu caro... isso deixa para lá, sabe?
Bem feito pra esses vendilhões de merda que agora estão proibidos de professar sua fé lucrativa durante os jogos de futebol. De Macedo, Sônia e Kaká o inferno está cheio.
Are-Baba!
Aide: Esqueci algo importantíssimo sobre a tal moça que se casou e voltou para o antigo emprego. Não sei como deixei passar que ela entregou TUDO - terreno, casa e dinheiro - ao pastor.
Edu: Pois é, tudo começou com o fim do marketing religioso nos estádios de futebol, uma sábia decisão da Fifa. Xô marketing de satanás!
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