Atenção, ufólogos! Da próxima vez que fotografarem luzes estranhas que pareçam vir de disco-voador ou vultos cinzentos que lembrem algum ET, convoquem imediatamente o perito Ricardo Molina e enviem o laudo deste incansável cientista à NASA, à ONU e à imprensa escrita e televisada. Pode ser que o pessoal acredite em inteligências fora do planeta. Esse caso da bolinha de papel e do rolo de fita crepe (ou teria sido durex?) tem tudo para virar um clássico do folclore político. Jânio Quadros, Ademar de Barros e Chagas Freitas devem estar morrendo de inveja.
Será que foi a bolinha de papel, a fita crepe ou o telefonema? O que levou Serra a fazer tomografia? Perfeita a comparação que o Lula fez entre o Serra e o Rojas. A imagem feita pela câmera digital do celular do repórter da Folha é simplesmente... reveladora! Reveladora de que o Serra apela para tudo quando quer ganhar.
E a arapongagem para derrubar o Aécio Neves, hein? A Carta Capital contou tudo. O Dia repicou bem. Agora já entendi por que Aécio quer fundar um novo partido depois da eleição. Criado na malandragem da política mineira, até para ele deve ter sido uma surpresa essa trama intertucana. Mais uma prova, aliás, de que deve haver uma reforma política. Hoje, o maior inimigo de qualquer candidato – de vereador a presidente – não é o candidato do outro partido. O inimigo está sempre em casa. Aécio que o diga.
Tenho amigos assumidamente conservadores, reacionários mesmo, e gosto deles apesar dessas coisas horrorosas que pensam. Evidente que não gosto por serem direitosos, mas pelas qualidades que têm – bom caráter, bom humor, sensibilidade para quase tudo, menos para o social. Tenho me divertido muito com seus e-mails. Apavorados com a possibilidade de Lula fazer sua sucessora, os caras estão apelando. Um deles me enviou um manifesto do PSTU pregando o voto nulo. Outro, assim do nada, encantou-se com o Hélio Bicudo, que no passado recente considerava um perigoso comunista, e com Henry Sobel, sobre quem, também há poucos anos, cansou de mandar piadinhas antissemitas tendo como gancho o hilariante episódio das gravatas do rabino. Tenham todos os meus direitosos de estimação um ótimo fim de semana. Até para compensar o próximo, que pode não ser tão divertido.
Bons argumentos para a classe média e os formadores de opinião votarem em Dilma Rousseff podem ser encontrados na página 2 do Segundo Caderno do Globo deste sábado, 23/10. José Miguel Wisnik foi brilhante. Ou, ainda, na edição de outubro da Piauí, que traz um texto de André Singer mostrando as semelhanças entre os programas sociais do Brasil de hoje e dos Estados Unidos no tempo do New Deal de Franklin Delano Roosevelt. Já os pobres não carecem mais de argumentos. Mas eleição é só domingo que vem e nunca se sabe. Até agora, os tiros das balas de prata saíram pela culatra.
E a arapongagem para derrubar o Aécio Neves, hein? A Carta Capital contou tudo. O Dia repicou bem. Agora já entendi por que Aécio quer fundar um novo partido depois da eleição. Criado na malandragem da política mineira, até para ele deve ter sido uma surpresa essa trama intertucana. Mais uma prova, aliás, de que deve haver uma reforma política. Hoje, o maior inimigo de qualquer candidato – de vereador a presidente – não é o candidato do outro partido. O inimigo está sempre em casa. Aécio que o diga.
Tenho amigos assumidamente conservadores, reacionários mesmo, e gosto deles apesar dessas coisas horrorosas que pensam. Evidente que não gosto por serem direitosos, mas pelas qualidades que têm – bom caráter, bom humor, sensibilidade para quase tudo, menos para o social. Tenho me divertido muito com seus e-mails. Apavorados com a possibilidade de Lula fazer sua sucessora, os caras estão apelando. Um deles me enviou um manifesto do PSTU pregando o voto nulo. Outro, assim do nada, encantou-se com o Hélio Bicudo, que no passado recente considerava um perigoso comunista, e com Henry Sobel, sobre quem, também há poucos anos, cansou de mandar piadinhas antissemitas tendo como gancho o hilariante episódio das gravatas do rabino. Tenham todos os meus direitosos de estimação um ótimo fim de semana. Até para compensar o próximo, que pode não ser tão divertido.
Bons argumentos para a classe média e os formadores de opinião votarem em Dilma Rousseff podem ser encontrados na página 2 do Segundo Caderno do Globo deste sábado, 23/10. José Miguel Wisnik foi brilhante. Ou, ainda, na edição de outubro da Piauí, que traz um texto de André Singer mostrando as semelhanças entre os programas sociais do Brasil de hoje e dos Estados Unidos no tempo do New Deal de Franklin Delano Roosevelt. Já os pobres não carecem mais de argumentos. Mas eleição é só domingo que vem e nunca se sabe. Até agora, os tiros das balas de prata saíram pela culatra.
No carro de som da campanha tucana, a melhor bolinha de papel ainda é do Geraldo Pereira, nas vozes dos Anjos do Inferno.



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