Muito antes da internet, programas de rádio ensinavam o significado de palavras e tiravam dúvidas sobre temas diversos. Um major da PM, por exemplo, se apresentava no Programa César de Alencar, da Rádio Nacional, com o próprio nome. O quadro se chamava “Romário, o Homem-Dicionário”. Na Rádio JB havia o programa “Pergunte ao João”, sobre o qual acabo de ler na Wikipedia:“Programa criado pela Rádio Jornal do Brasil do Rio de Janeiro em 1960, também exibido pela TV Rio canal 13 à partir de 1963, com apresentação de Irene Ravache. O programa constituia em perguntas dificeis, feitas pelos ouvintes ou telespectadores, sobre temas diversos, que sempre eram respondidas por seu criador, o pesquisador e professor, João Evangelista. O programa teve tanto sucesso que foi lançado um livro em 1962 pela editora Conquista. De acordo com definição de muitos saudosistas de hoje, o "Pergunte ao João" era uma espécie de Google da época, tirando as dúvidas dos mais variados assuntos”.
Humor tira férias?
Interessante a preocupação com os programas de humor que, a partir do início da campanha presidencial, estão impedidos de levar ao ar quadros que ridicularizem os candidatos. Assustador que os jornais chamem de “repórteres” os cômicos do abominável CQC e do indigente Pânico na TV. Hilariante que os “cassetas” digam que não existe a intenção de “prejudicar um ou outro candidato”. Mas o humor "editorial" não tira férias. Será que as trupes citadas vão dar um jeito de esculhambar (preferencialmente) a Dilma, (com suavidade) a Marina e (falando de feiúra e outras bobagens que não dizem nada ao eleitorado) o Serra?
A IstoÉ foi na mosca?
Diz a revista IstoÉ que o inacreditável candidato a vice Índio da Costa, o da merenda escolar, que tentou vincular o partido do governo ao narcotráfico colombiano e foi “repreendido” pela campanha de José Serra, não falou sozinho. Índio apenas teria deflagrado a estratégia de espalhar pânico pré-eleitoral. Na mesma edição da IstoÉ, uma boa lembrança: Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, paparicou as FARC em 1999, quando era secretário-geral do partido e líder do governo Fernando Henrique Cardoso no Congresso. O PSDB tem algum trato com o narcotráfico?
Endereço certo?
Wanderley Luxemburgo acaba de se oferecer para ajudar o novo técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, “no que for possível”. É aí que mora o perigo? Devemos fazer como o índio amigo do Kid Morengueira e gritar: "Cuidado, Manôôô"?
Tem vulves vulves no chicken house?
Leio no blog de Paulo Moreira Leite que Sérgio Machado, atual presidente da Transpetro, é o nome do PMDB para suceder Sérgio Gabrielli na Petrobras. Me respondam uma coisa: se eu fosse acionista da empresa, ou ainda fosse petista, começava a chiar desde agora ou esperava 2011?
Quem abiscoitaria o Prêmio David Nasser?
Alguma entidade deveria lançar o Prêmio David Nasser para oferecer ao jornalista que mais se esmerar em ataques levianos ao governo Lula. David Nasser, excelente letrista da música popular brasileira, é hoje mais lembrado pela torpeza dos ataques aos políticos que contrariavam os interesses de seu patrão Assis Chateaubriand e da direita brasileira em geral. Quem é seu candidato, leitor?
Serial ou bacalhau killer?
Mas que estrago que o sujeito andou fazendo, hein? Teria mandado matar o pai adotivo, o matador do pai adotivo, o gerente do restaurante, um garçom, o advogado, um policial que foi investigar e até o pai-de-santo que sabia da encrenca toda. Sete vítimas na cadeia alimentar. Fui uma vez ao Rei do Bacalhau da Ilha e gostei do bolinho. Nem passou por minha cabeça que o dono poderia fazer o papel do vilão de Criminal Minds. Tecnicamente, disseram alguns entendidos, o cara não pode ser considerado um serial killer. É ou não é?
Que filme é este?
Falando no Bacalhau Killer, que tal esse enredo: pai de família exemplar, carinhoso com a mulher e os filhos, recusa-se terminantemente a vender drogas. Por causa disso, outros pais de família zelosos decidem matá-lo. Mas nosso herói morre de causas naturais. Os mandantes do crime, no entanto, são mortos um a um. Esse filme cansa de passar nos canais por assinatura. Só perde para Notting Hill. Que filme é este?
No fundo musical, Ed Lincoln e sua orquestra. Não tenho em casa e nem encontrei na internet a gravação mais conhecida, da Clementina de Jesus.



2 comentários:
Diz qual é o filme, pelamordedeus!
Acorda, Mari! Nem com a foto lá em cima dando a dica?
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