Automobilismo não é esporte. É um negócio que movimenta muito dinheiro. Felipe Massa e Fernando Alonso ontem reviveram o papelão de Rubens Barrichello e Michael Schumacher em 2002. Falam tão mal do turfe mas não vejo diferença. Foi escandalosa a atitude da Ferrari enquadrando o piloto brasileiro. No turfe, até troca de cavalos já houve, mas acho um negócio – sim, um negócio – mais divertido. Já fui chegado ao turfe no tempo em que fazia o curso de Cinema da UFF e um colega teve a ideia de fazer um curta em 16 mm no hipódromo da Gávea. Durante alguns anos, andei por lá. Ganhei algumas vezes, sempre apostando em pangarés com nome de filme. Era solteiro e, certa vez, voltei para casa com o dinheiro do aluguel tirado das patas de um azarão chamado High Noon. Parei antes de me viciar, mas bem que eu gostava de ver os cavalinhos na pista. Havia muita fofoca. Por exemplo, no dia do aniversário de determinado treinador, o G., o cavalo montado pelo jóquei P. sempre vencia no terceiro ou quarto páreo. Fraude, sim, porém café pequeno diante desse episódio acintoso da Ferrar e dos valores envolvidos. segunda-feira, 26 de julho de 2010
GP POR GP, PREFIRO OS CAVALINHOS
Automobilismo não é esporte. É um negócio que movimenta muito dinheiro. Felipe Massa e Fernando Alonso ontem reviveram o papelão de Rubens Barrichello e Michael Schumacher em 2002. Falam tão mal do turfe mas não vejo diferença. Foi escandalosa a atitude da Ferrari enquadrando o piloto brasileiro. No turfe, até troca de cavalos já houve, mas acho um negócio – sim, um negócio – mais divertido. Já fui chegado ao turfe no tempo em que fazia o curso de Cinema da UFF e um colega teve a ideia de fazer um curta em 16 mm no hipódromo da Gávea. Durante alguns anos, andei por lá. Ganhei algumas vezes, sempre apostando em pangarés com nome de filme. Era solteiro e, certa vez, voltei para casa com o dinheiro do aluguel tirado das patas de um azarão chamado High Noon. Parei antes de me viciar, mas bem que eu gostava de ver os cavalinhos na pista. Havia muita fofoca. Por exemplo, no dia do aniversário de determinado treinador, o G., o cavalo montado pelo jóquei P. sempre vencia no terceiro ou quarto páreo. Fraude, sim, porém café pequeno diante desse episódio acintoso da Ferrar e dos valores envolvidos.
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