Meu samba-enredo preferido, qual é mesmo? São tantos que resolvi fazer uma lista dos quinze que gosto mais. Todo mundo sabe que falou samba-enredo, falou Império Serrano, dizem os entendidos. Se, porém, o assunto for samba de quadra, aí é Portela, completam outros entendidos - todos de Madureira, evidentemente.Por que essa lista? Porque me lembrei que neste 3 de fevereiro, a partir das 18h, na livraria Al-Farabi, ali na Rua do Rosário, Luiz Antônio Simas e Alberto Mussa lançam um livraço sobre o tema. O convite tá ilustrando essa postagem.
Agora, meus 15, sem ordem de preferência, errando o nome do samba às vezes (os nomes são grandes às vezes e não lembro):
1. Lapa em três tempos (Portela)
2. Invenção de Orfeu (Vila Isabel)
3. Contos de areia (Portela)
4. Sublime pergaminho (Unidos de Lucas, tocando neste poste)
5. Chico Rei (Salgueiro)
6. Riquezas do Brasil (Portela)
7. Heróis da liberdade (Império Serrano)
8. Cinco bailes na história do Rio (Imperio Serrano)
9. O mundo encantado de Monteiro Lobato (Mangueira)
10. Os sertões (Em cima da hora)
11. Aquarela brasileira (Império Serrano)
12. Cântico à natureza (Mangueira)
13. Martim Cererê (Imperatriz Leopoldinense)
14. Criação do mundo na tradição nagô (Beija Flor)
15. Ao povo em forma de arte (Quilombo)
Quer saber de uma coisa? Essa lista é e não é definitiva. Lembrei de outros: Chica da Silva, do Salgueiro; o samba enredo dos imigrantes, do Império; mais dois ou três da Imperatriz; mais um monte da Vila Isabel; Lendas e mistérios da Amazônia, Macunaíma, o Homem do Pacoval, mais três da Portela (tem mais, tem mais!); os sambas da Ilha, cacilda!, como esquecer os sambas do Didi? Aquele samba da Viradouro antiga, sobre o ouro de Sabará, que dizia "levem prata, levem ouro, bebam vinho que vai acabar o tesouro" - feito, dizem, pelo bicheiro Albano... Esse negócio de lista é bobagem. Vamos ao lançamento da obra do Simas e do Mussa que é o que interessa.



8 comentários:
Eu acrescentaria à lista o samba do Darcy da Mangueira, O Negro na Senzala, que a Unidos da Tijuca levou à avenida, se não me engano em 1968.
Boa lista, compadre!
Valeu a força, ZÉ! Tomaremos umas e cantaremos sambas hoje, com o livro que você nos passou para ajudar a lembrar das letras. Levaremos, também, nossas gravações raras para fazer um fundo musical enquanto entornamos as ampolas geladas.
Na tua lista, entre vários clássicos, você cita um samba pouco mencionado que é, eu acho,um dos maiores de todos os tempos: Invenção de Orfeu, do grande Paulo Brasão. Cantaremos ele!
Pena não poder estar nessa. Vou atrás do livro na próxima semana, quando aí desembarcar.
Abraços e samba neles.
"BUm bum paticumbum", "Mãe Baiana Mãe", "Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite", "São Jorge" (Império da Tijuca). São tantos...
Zé Sérgio: E aquele samba da Caprichosos de Pilares, ainda no grupo de acesso, sobre a Feira Livre? E o samba do Império Serrano dos anos 70, que começava assim: "Nordeste, o canto da sua gente, no Império está presente..." e que no meio tinha um aboio lindo, assim: " Eia, eia, eiá boiada/ Eia eia, o vaqueiro canta assim... Espetacular!!!
Zé Sérgio: Esqueci de assinar o comentário acima, aqui é a Sonia Palhares, diretamente de Brasília, lutando para derrubar Arruda e toda a sua corja. E tenho dito!!! Abraços.
Bem lembrado, Sônia. Não desapareça. A coisa em Brasília ficou bonita, hein? O Arruda e seus comparsas ficaram marcados pelo povo desta vez, espero!
Zé Sérgio:
Até o dia 20 de março a gente sela definitivamente o destino do ladrão. Se renunciar, vai para a Papuda, se não renunciar, vai sofrer o "impeachment". Agora ou dá ou desce!!!
Outra coisa, recebi de uma moçada do Espírito Santo um cd chamado "Hoje, Não" onde o belíssimo cantor Juliano Gauche e o Duo de violões Zebedeu - não conhecia nenhum desses artistas - cantam a obra do injustiçado e pouco reconhecido Sérgio Sampaio. Simplesmente SENSACIONAL, você precisa conhecer. Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
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