Mais de 50 anos depois que a costureira negra norte-americana Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar num ônibus a um passageiro branco, a empregada doméstica negra brasileira Doralice Muniz Barreto (a de cima, chorando), precisou tirar a blusa para entrar numa agência do Banco do Brasil em Jundiaí (SP). O gesto de Rosa Parks (a de baixo, no ônibus) causou tumulto em Montgomery, no Alabama, e virou símbolo do movimento pelos direitos civis nos EUA, que, aliás, hoje têm um negro como presidente.
A atitude de Doralice Muniz Barreto não vai dar em nada. Quando tentava ponderar com o segurança, sem poder entrar na cabine, ouviu dele que o gerente estava ocupado e não poderia atendê-la. Quando ameaçou tirar a blusa para provar que não escondia nenhuma metralhadora búlgara debaixo do sutiã, o guarda boçal fez pouco dela: “Problema seu”. Os outros funcionários, os gerentes, os clientes... ninguém se moveu. Pior: algum diretor ou marqueteiro imbecil do Banco do Brasil ainda liberou a divulgação de uma nota justificando a atitude do segurança e da gerência.É o mesmo banco que, em sua propaganda pela TV, diz que pertence a todos os brasileiros.



2 comentários:
Hoje foi um homem no Itaú que teve de tirar a roupa.
Neguinho ainda vai enfartar por causa dessas portas nojentas!
Qdo acontece da porta travar para mim, mesmo eu já tendo colocado tudo pela portinhola, eu digo ao guarda: "to com uma metralhadora enfiada no rabo. Quer que tire agora ou pode ser depois?"
Ponto.
Bia Alves.
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