
Jabuti não sobe em árvore. Se subiu, só se alguém botou.
Quem assistiu pelo menos parte do depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça, com transmissão pela TV Senado e Globonews, vai lembrar que um cidadão constantemente sussurrava uns bizus no ouvido da moça. Isso é normal, coisa de assessor. Só que o cara não parava quieto.
Essa vontade de aparecer a qualquer custo tem seu preço. No meio de uma pergunta do Mercadante, o assessor lá estava cochichando nas orelhas da Lina. O bigodudo petista, que já estava meio enfurecido, deu-lhe um esporro, pois estava atrapalhando o trabalho da comissão.
Pois é, o cara chamou tanta atenção que foram descobrir quem era. Não era assessor coisa alguma. Era o marido da Lina.
Até aí, tudo bem. É que nem um velho anúncio do Gelol: não basta ser marido, tem que participar.
Ontem, lendo o blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, deparei-me com a seguinte informação: o marido da Lina, publicitário e marqueteiro no Rio Grande do Norte, chama-se Alexandre Firmino de Melo Filho e foi (pasmem) ministro interino da Integração Nacional durante quase um ano (entre agosto de 1999 e julho de 2000), no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Ou seja, mais um episódio da novela “Como é sujo o jogo da política”. Foi, portanto, encenação pura aquele depoimento sobre um encontro que a depoente teria tido com Dilma Rousseff numa data que não soube precisar – nem hora, nem dia, nem semana e nem mesmo o mês em que aconteceu.
A ex-secretária da Receita parecia firme, sincera e convincente, apesar desses “detalhes”. Mas o maridão foi arroz de festa e estragou tudo.
Alguém leu essa notícia em qualquer grande jornal?
Agora, imagine o oposto. Vamos que outra senhora, dona Maria das Couves, ocupasse o mesmo cargo num futuro governo tucano.
Foi demitida por esse governo, tomou ódio de alguém desse mesmo governo e, quando surgiu a oportunidade, resolveu abrir a boca, sendo assessorada pelo marido que, antes daquele governo, foi ministro do PT.
Não seria desmascarado logo que entrasse na sala da comissão?
Quem assistiu pelo menos parte do depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça, com transmissão pela TV Senado e Globonews, vai lembrar que um cidadão constantemente sussurrava uns bizus no ouvido da moça. Isso é normal, coisa de assessor. Só que o cara não parava quieto.
Essa vontade de aparecer a qualquer custo tem seu preço. No meio de uma pergunta do Mercadante, o assessor lá estava cochichando nas orelhas da Lina. O bigodudo petista, que já estava meio enfurecido, deu-lhe um esporro, pois estava atrapalhando o trabalho da comissão.
Pois é, o cara chamou tanta atenção que foram descobrir quem era. Não era assessor coisa alguma. Era o marido da Lina.
Até aí, tudo bem. É que nem um velho anúncio do Gelol: não basta ser marido, tem que participar.
Ontem, lendo o blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, deparei-me com a seguinte informação: o marido da Lina, publicitário e marqueteiro no Rio Grande do Norte, chama-se Alexandre Firmino de Melo Filho e foi (pasmem) ministro interino da Integração Nacional durante quase um ano (entre agosto de 1999 e julho de 2000), no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Ou seja, mais um episódio da novela “Como é sujo o jogo da política”. Foi, portanto, encenação pura aquele depoimento sobre um encontro que a depoente teria tido com Dilma Rousseff numa data que não soube precisar – nem hora, nem dia, nem semana e nem mesmo o mês em que aconteceu.
A ex-secretária da Receita parecia firme, sincera e convincente, apesar desses “detalhes”. Mas o maridão foi arroz de festa e estragou tudo.
Alguém leu essa notícia em qualquer grande jornal?
Agora, imagine o oposto. Vamos que outra senhora, dona Maria das Couves, ocupasse o mesmo cargo num futuro governo tucano.
Foi demitida por esse governo, tomou ódio de alguém desse mesmo governo e, quando surgiu a oportunidade, resolveu abrir a boca, sendo assessorada pelo marido que, antes daquele governo, foi ministro do PT.
Não seria desmascarado logo que entrasse na sala da comissão?
Tem gato na tuba desse depoimento. Na caixinha de música, o coral Garganta Profunda canta essa pérola do Braguinha.



14 comentários:
Meu velho e bom Zé Sérgio. Fico estarrecido com o que acabo de ler. Mas antes pensava em fazer uma outra pergunta. E farei: também assisti ao depoimento de Lina pela Globonews. Mas não assisti ao outro, aquele que O Globo teve acesso. Voce sabe quando e onde foi o depoimento ao qual O Globo teve acesso? Confesso que só soube do teor deste segundo pelas páginas do jornal. Quanto a Lina e seu marido, só tenho uma coisa a acrescentar: a única pessoa séria naquela família é o Mução!
Se souber, me conta. O Mução realmente é ótimo. Podia ter telefonado pra mãe dele naquele momento em que ela e a Ideli Salvatti quase partiram pras vias de fato.
Pior que depoimentos e CPI's é ser "discriminada" por não assistir A Fazenda na Tv Record.
Melhor ir prá Pasárgada. Talvez consiga ser amiga do rei.
Foda.
Bia Alves
Meu caro,
Mais uma, que colhi nos blogueiros independentes de Natal: a sra, Lina tem uma filha que é sócia de Larissa Ciarlini, por sua vez filha da senadora "DEMOcrática" Rosalba Ciarlini, ligadíssima a José Agripino "Rabo de Palha" Maia, um dos maiores picaretas da política potiguar.
Caro Rocha
Assisti todo o depoimento da Srª Lina e várias coisas me chamaram a atenção. O "Assessor", eu achei que fosse o Advogado, mas o mais escandaloso foi o reconhecimento do xale que a Dilma usava numa conversa a sós, mas eu várias reuniões importantes e do ano de 2009, portanto mais recentes, não se lembra, isso é intrigante. Não ter anotado a reunião numa agenda? O ministério da Fazenda já negou que a Secretária da Dilma tivesse estado na RFB, para marcar a "reunião" e coisas mais sutis,mas nenhum Senador perguntou: Quando a Dilma disse que era para agilizar o processo do filho do Sarney, segundo a Lina; porque ela não perguntou de qual dos filhos do Sarney se referia? São várias coisas estranhas, mas os fatos que vocês estão citando aqui, de ligações diretas com DEM e PSDB são gravíssimas. Porque ninguém fala a respeito no Congresso. Enviarei um email para os Senadores.
Léo
O único episódio que eu consigo lembrar quando vejo o depoimento desta tal de Lina , é da Miriam que abortou do Lula. Patética em todos os sentidos esta mulher. Inconsistente e sem opinião formada pois se é meu marido enchendo meu saco leva logo um socão !
Dinda,
Tem Gato na Tub é do Braguinha e de seu fiel parceiro Alberto Ribeiro
Muito bom, primeira vez que visito este blog, que encontrei visitando o como todos os dias o Balaio. Me ocorreu que essa como tantas outras histórias da política brasileira se parecem muito a um filme. Não quero julgar a qualidade, mas o roteiro é emocionante.
O vilão, suas trapaças, meandros para dominar o Mundo e por aí vai...
Bia: tu tá frequentando uns lugares estranhos (não deve ser a nossa Portela) com gente que gosta de ver aquele programa que só não consegue ser mais horroroso porque o do Bial consegue ser ainda pior.
Moacy: nem Chico Doido dá jeito nessas oligarquias nordestinas.
Leonardo: essa turma só diz o que deixa seus candidatos saindo bem na fita. A história dessa reunião de 10 minutos é, com certeza, mais um episódio que vai virar conto da carochinha no futuro.
Monica: lembrei da mesma passagem, só faltou uma filha não reconhecida nessa historinha. Outra coisa: ministro interino que fica 11 meses, quase um ano, no cargo, não é interino coisíssima alguma.
Pratinha: valeu a lembrança. O Alberto Ribeiro é sempre esquecido. Assim como o Vadico, o Newton Mendonça, a cega Isolda etc.
Humberto: bem-vindo, apareça mais. Os roteiros são sempre bons. Pindorama dá ótimos filmes. Pena que o Clint Eastwood não nasceu em Niterói, Montes Claros, Itu...
Gato na Tuba?
Engraçado!! Quando da nomeação, o fato do marido ter sido Ministro Interino não era impedimento. Revelar agora, é apenas para desqualificar o depoimento.
Anônimo da Silva, por que não revelar?
Ô povo ruim de serviço, não prepararam a nêga, não fabricaram uma agenda, e por último este marido trapalhão.
Jogaram dinheiro fora, pagando a esta figurante.
Ô nêga ruim de serviço !!!Num merece nem uma capa na Plyboy.
Zé sergio , resumindo o capítulo , a situação politica atual está um NOJO !!!!!!!!! Só dando porrada em praça pública !!!!!!
Zé, me parece que tem gato na tuba também na agenda do Planalto. Todo mundo é bandido na história. Não tem mocinho.
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